Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Janeiro 09 2010

 

QUERO-TE FLOR PRIMEIRA!
Carmo Vasconcelos
 
 
Quando eu futuramente regressar,
Noutro corpo, diversa alma prefiro,
Despida de memórias, qual papiro
Liso... Que esta enrugou-se de chorar!
 
Quero-a nua de passados já sofridos,
Flor primeira, enxertada de ignorância,
Alheada de lembranças que em constância,
A tolham pelos erros conhecidos!
 
Erros que antes de fluirem largos prantos,
Se vestiram de risos, gozo, encantos,
Inefáveis momentos de prazer!
 
Então, que venha a mim alma inocente,
A aventurar-se, audaz, inconsciente,
Que entre riso e pranto, há vida a viver!
 
***
Lisboa/Portugal
5/Janº/2010
 
publicado por appoetas às 16:33

Agosto 24 2009

 

Queridos Poetas amigos,
 
É com muita alegria que partilho convosco este E-Book,
numa sempre notável composição da querida Drica Del Nero e
agraciado com o Prefácio do ilustre Poeta Humberto Rodrigues Neto,
agradecendo a ambos a prestimosa colaboração e enriquecimento das minhas letras.
 
A todos, poetas e amigos queridos, os meus desejos de um bom fim-de-semana e
agradável leitura
 
Carinhosamente
Carmo Vasconcelos
(Carminho)
http://carmovasconcelos.spaces.live.com
 
LANÇAMENTO:  "SONETOS ESCOLHIDOS II"

AUTORA: 
CARMO VASCONCELOS
 

Idioma: Português
Série Sonetos
Publicação: 2009

 

http://www.delnerobookstore.com/bibliotecas_virtuais/carmo_vasconcelos/index.htm
 

Caros Amigos e Associados,

 

Carmo Vasconcelos é um real valor na Literatura Portuguesa Contemporânea e de forma marcante na Poesia Clássica.

 

Este belíssimo livro de sonetos, que poderão consultar no link acima referido, é mais uma afirmação da sua pujante  inspiração, da sua enorme sensibilidade, da  forma impar como sabe fazer a depuração da palavra trazendo-a até nós em versos de metáfora rica, mas transparente, em rima fluente, harmónica, cristalina.

 

Todos os seus sonetos contam uma história, descrevem um estado de alma e nenhuma palavra é "forçada" na busca da rima necessária. Como um rio que brota puro da rocha na montanha na busca do caminho que o há-de levar ao mar - essa metáfora do fim e princípio de tudo -, assim o verso de Carmo nos arrasta, nos prende, nos subjuga até à foz e com ele nos submergimos numa onda de plenitude.

 

Parabéns, Carmo!

É uma honra ter-te como associada da APP e um privilégio ser Tua Amiga!

Bem Hajas!

Maria Ivone Vairinho

publicado por appoetas às 05:18

Julho 11 2009

 

A VINDIMA
Carmo Vasconcelos
 
 
Hoje maduro-branco é o meu desejo
Um vinho a par e tom dos meus cabelos
Néctar descolorido de desvelos
 Insípido sem fogos de festejo
 
Doirada vinha o deu, hoje nevada
Pelo frio das agruras temporais
Mas inda há bagos d’imos estivais
Sob esta terra austera e gelada
 
Em novo tempo os hás-de vindimar
E os bagos haverão de fermentar
Até que o novo vinho tome cor
 
Na espera se aprimora o seu sabor
E em festim haveremos de o beber
Pra jamais deixarmos de nos querer
 
***
02/Janº/2009
In E-Book "Sonetos Escolhidos II "
 
***
 http://carmovasconcelos.spaces.live.com
 
 
publicado por Carmo Vasconcelos às 17:11
editado por mariaivonevairinho em 21/09/2009 às 13:55

Julho 11 2009

 

A GRAMÁTICA DO AMOR
Carmo Vasconcelos
 
 
O Amor é substantivo abstracto
Porém tão real na sua abstracção...
Não tem gosto nem cheiro, sequer tacto
Mas dói dentro de nós até mais não
 
Dói na ânsia, na dúvida, na espera
Na ausência do prazer e em saudade
Esvai-se se o prendemos, qual quimera
E esvoaça se lhe damos liberdade
 
Ufano, nos reporta sem valor
Se o mimamos amorosos demais
E à mão nos vem comer se o ignoramos
 
Reveja-se a gramática do Amor
Pra que sejam suas leis consensuais
Concreto... Se leais o conjugamos
 
 
***
04/Junho/2007
(In E-Book "Sonetos Escolhidos II )
***
http://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

 

 

 

 
 
publicado por Carmo Vasconcelos às 16:45
editado por mariaivonevairinho em 29/08/2009 às 19:03

Junho 25 2009

O POETA... ETERNO SONHADOR

Carmo Vasconcelos

 

 

Há um mágico e estranho sortilégio

Nesse  azulado-argênteo que nos banha

Irradiante atmosfera que assanha

Em nós as tentações do amor régio

 

É como se uma inundação alquímica

Alagasse o convés dos nosso íntimo

Tornando tudo o mais como pó ínfimo

Pra além da lua-sonho e sua mímica

 

É ela que desenha a ilusão

Na sombra projectada contra o chão

Dos sonhos ideais que alto esvoaçam

 

Mas recolhida a lua feiticeira

O poeta sonhador o sonho abeira

 Dos áureos raios de sol que já o enlaçam

 

***

Lisboa/Portugal

16/Março/2009

 http://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

 

 

 

 

publicado por Carmo Vasconcelos às 05:35
editado por mariaivonevairinho em 29/08/2009 às 19:18

Junho 25 2009

PIEDADE, SENHOR!

Carmo Vasconcelos

 

 

Quando um Poeta nos abandona porque morre

Sabemos que emigrou pra outra dimensão

Su’alma à busca da memorial instrução

No Ciclo Divino que natural ocorre

 

Mas se ele vive e a sua mão jaz como morta

Indiferente à voz que a sua pena cala

Sentimos que amargas dores lhe estão à porta

Outra morte mais negra em vida o avassala

 

Piedade, Senhor! Que nunca assolem o Poeta

Mágoas atrozes, dores cruentas tão fatais

Que ele renegue, mudo, seus dons ancestrais

 

Não permitas, Senhor, seu retiro de asceta

Concede-nos, ao menos, do fel seus delírios

Em versos... Inda que mesclados de martírios


***

Lisboa/Portugal

29 de Abril/08


***

http://carmovasconcelos.spaces.live.com

 

 

 

publicado por Carmo Vasconcelos às 05:35
editado por mariaivonevairinho em 29/08/2009 às 19:16

Junho 24 2009

 

MATAR SAUDADES SEM IR…
Carmo Vasconcelos
 
 
Faz tempo que te não vejo
meu amor não esquecido!
Sei onde estás e é tão perto
basta um passo pra te ver…
Mas inerte o passo certo
do meu ser amolecido
neste querer e não querer
traz lonjura ao meu desejo
 
Porém o meu pensamento
rebelde já se escapou…
Teimoso e impertinente
do meu passo se apartou
e mais célere que o vento
veloz e independente
sem o meu consentimento
fugiu e a ti se abraçou
 
Aquietada no medo
tua lembrança queimando
e o pensamento teimando
na maldade de insistir
em relembrar meu segredo…
Matei saudades sem ir
timoneiro olhando o mar
vendo as gaivotas partir
 
Barco ao cais atracado
ancorado ao seu destino
só com a mente a navegar
o pensamento sem tino...
Vi-me de novo a teu lado
boca a  boca, mão na mão
porém… no mesmo lugar
de pés fincados no chão!
***
Lisboa/Portugal/1996
In E-Book “Despida de Segredos”
http://carmovasconcelos.spaces.live.com
publicado por appoetas às 01:00

Junho 21 2009

 

RENEGO-TE TRISTEZA!
Carmo Vasconcelos 
 
Não há cousa nem ninguém que destrua
Esta alegria nata que em mim mora
Foi-me insuflada numa santa aurora
Ânima que rogo a Deus sempre flua
 
Vejo a tristeza como um passarinho
Que perdeu o rumo, asa derrubada
Ou seu ninho tombou em derrocada
Com os filhinhos mortos no caminho
 
Enquanto eu tiver asa para voar
Meu ninho caloroso em pouso certo
Meus filhos junto, de coração perto...
 
Jamais a tristeza vai-me alcançar
E mesmo na passagem derradeira
Será minh’alegria a companheira!
 
***
Lisboa/Portugal
30/Abril/2009
 
***
Incluido na Ciranda “Tristeza”iniciada pelo Poeta Sá de Freitas,
e gentilmente alojada em:
 
 
publicado por appoetas às 04:20

Junho 21 2009

 

RENOVAÇÃO
Carmo Vasconcelos
 
 
 
 
 
Nas pausas da memória a Graça Santa
Do verso afugentando o desalento
Benção que num rebelde encantamento
Dispersa e suaviza a mágoa tanta
 
Do Sol divino, a luz, a energia
Relembra o prosseguir irredutível
Do astro dentro em nós inda passível
Do gesto pra alcançar radioso dia
 
Se amores há que se fazem esquivos
Para eles o ontem dos arquivos
Que pródiga é a veia do reverso
 
Noutro enleio a nova estesia
Do amor a renovar-se em harmonia
Com as verdes marés do Universo
 
***
 
 
 
***
http://carmovasconcelos.spaces.live.com
 
publicado por appoetas às 04:17

Maio 18 2009

O Grupo Alma, Arte e Poesia
 Oferece em Destaque 
O Prémio da Semana
A Elisa Santos e Carmo Vasconcelos

 

Poesia -Carmo Vasconcelos

 

FIO DE PRUMO
Carmo Vasconcelos

 

Cansei de buscar o Santo Graal
Descortinar teu ser impenetrável
Intento tanto quanto inviável

Como calar esta paixão fatal

 

Não me assustam os tropicais calores
Nem vendavais receio enfrentar
Só muros de gelo pra me gelar
No sangue meus ímpetos e ardores

 

É a palavra morta em tua boca
Que me deixa perdida como louca
Tornada viajante sem ter rumo

 

Falta-me a bitola, o fio de prumo
Que nivele a paixão pra não ser pouca
Nem demais para não soar a oca
 
Carmo Vasconcelos
In E-Book "Sonetos Escolhidos"

 

A Elisa Santos foi atribuído o prémio Arte

 

Maria Ivone Vairinho

Presidente da Direcção da APP

publicado por appoetas às 02:01

Este blogue está aberto aos co-autores e Poetas Amigos de Maria Ivone Vairinho
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